QUEM SOMOS

A cultura se vincula à qualidade de vida dos cidadãos e exige compromisso e articulação de todas as áreas da administração. Para que isto realmente se torne efetivo, a área cultural depende, mais do que tudo, da força política de artistas e militantes culturais junto ao poder executivo e legislativo. Sem essa participação, os planos de desenvolvimento sempre serão incompletos ou fadados ao insucesso – uma posição retórica proclamada por políticos de diversas matizes ideológicas, mas que na prática só é assumida de fato pelo próprio movimento cultural.

Somado a isto, os recursos orçamentários dos órgãos públicos, em todas as esferas administrativas, são tão pouco significativos que suas próprias instituições concorrem com os produtores culturais por financiamento privado. Associações civis de vários tipos tem sido criadas para auxiliar na manutenção de instituições como museus, teatros, cinematecas e outras, além da promoção direta de projetos de natureza artística e cultural.

NOSSA HISTÓRIA

Princípios

O CBEC é uma articulação de entidades e militantes da cultura que visa participar da elaboração de políticas públicas para a Cultura. Assim nasceu em 2003, assim quer ser. A formalização como entidade em 2009, teve como referência legal a participação em algumas instâncias da sociedade.

O CBEC mobiliza militantes de entidades, associadas ou não, para discutir políticas públicas federais, estaduais ou municipais que afetam a produção e fruição cultural, especialmente nos segmentos da música, teatro, dança, circo, culturas populares, artes visuais e audiovisual.

Atua como representação da sociedade civil, com o objetivo de facilitar as formas de execução e de articulação entre as várias instâncias do poder público na formulação de políticas para o setor cultural, cada uma no seu âmbito. Também é seu objetivo, enfrentar o problema das formas de associação entre o público e o privado – parcerias efetivas e formas de financiamento, incentivo e fomento à Cultura.

Missão

A missão do CBEC é debater, propor, contestar, apoiar e colaborar com gestores responsáveis que buscam atuar no contexto E elos da cadeia de criação, formação, PRODUÇÃO, difusão e consumo da Cultura.

A sociedade civil da Cultura precisa estar presente e articulada para evitar ações isoladas, que possam desconstruir o que já conquistamos,precisa estar presente para manter as conquistas e propor novos caminhos para políticas públicas para a cultura deste país.

Criação do CBEC

O CBEC foi constituído formalmente em 2009, integrado por 27 das entidades que participaram das articuações para a criação do Fundo Estadual de Cultura, que deu origem à Lei do ProAC. Formaram o primeiro Conselho do CBEC:

  1. Polo Cultural Educação e Arte, representado por Eneida Soller
  2. Fórum Nacional de Música, representado por Amilson Teixeira de Godoy
  3. Cooperativa Paulista de Circo, representada por Maria Isabel Ferreira de Assumpção
  4. Associação de Promotores Culturais Independentes – Rede Brasil, representada por Maria Valéria de Oliveira Martins
  5. SINDIMUSPI – Sindicato dos Músicos Profissionais e Intérpretes do Município de São Paulo, representado por Mário Henrique de Oliveira
  6. APETESP – Associação dos Produtores em Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo, representada por Sônia de Oliveira Guedes de Souza
  7. ABRACIRCO – Associação Brasileira de Circo, representada por Camilo de Souza Torres
  8. APEC – Associação Paulista de Empreendedores Culturais, representada por Luiz Carlos de Menezes
  9. Cooperativa das Culturas Populares, representada por Alessandro Azevedo
  10. Estação Hip Hop do Brasil, representado por Adunias Bispo da Luz
  11. Associação Raso da Catarina, representada por Victor Hugo Batista
  12. OMB/SP – Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Regonal do Estado de São Paulo, representada por Maria Cristina Barbato
  13. Cooperativa Paulista de Culturas Populares, representada por Silvio Antonio de Oliveira
  14. Movimento Mobilização Dança, representado por Cecília de Arruda
  15. SIMPROINDI -Sindicato dos Músicos Profissionais Independente da Cidade de São Paulo e Grande São Paulo, representado por Paulo Sérgio Bernardo
  16. APROARTES- Associação Brasileira dos Profissionais e Autores em Artes Musicais, Artes Plásticas, Cênicas, Gráficas, Literárias, Audiovisuais, Artes Circenses, Desenho Industrial, Dança, Comunicações e em Artes Desportivas, representada por Carlos Borges Franco Junior
  17. MTR – Movimento de Teatro de Rua, representado por Noêmia Aparecida Scaravelli
  18. Associação Pauta Musical, representada por Mário Ficarelli
  19. Fórum Permanente para as Culturas Populares, representado por Antonio Mauricio Fonseca de Oliveira
  20. SATED/SP – Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, representado por Ligia de Paula Souza
  21. UBCI – União Brasileira de Circos Itinerantes, representada por Marlene Olimpio Querubim
  22. Sindicato Nacional dos Artistas Plásticos, representado por Antonietta Tordino
  23. APACI – Associação Paulista de Cineastas, representada por Rubens Arnaldo Rewald
  24. ABD – Associação Brasileira de Documentaristas de São Paulo, representada por Celso Gonçalves
  25. Associação Centro Cineclubista de São Paulo, representada por Diogo Gomes dos Santos
  26. Cooperativa Cultural Brasileira, representada por Mônica Nunes Gomes da Silva
  27. Instituto Cultural e Desenvolvimento Humanista, representado por Dejair Martins

 

DIRETORIA

O Conselho Brasileiro de Entidades Culturais - CBEC é organizado por uma diretoria composta por seis profissionais de notório saber, nos diversos segmentos das Artes e se mantém como uma entidade apartidária e em constante articulação política, junto à classe artística e o poder público, sempre atenta, presente e atuante nos momentos importantes da política cultural brasileira. Hoje é presidido pela musicista Eneida Soller e tem, na composição de sua diretoria, representantes das áreas da Música, do Circo, das Artes Plásticas, do Teatro e da Produção Cultural.

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Eneida Soller PRESIDENTE

Coordenadora de projetos de descentralização da cultura há 18 anos e projetos de formação em artes há 12 anos, em convênios com as três instâncias governamentais e em contratos com patrocinadores de projetos incentivados no segmento da Cultura. Compositora e diretora musical de 18 espetáculos teatrais, ganhadora do Prêmio Molière de Teatro, duas vezes ganhadora do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) por musicais para crianças, e ganhadora dos prêmios Mambembe e APETESP (Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo). Como militante cultural, participou nos últimos dez anos das principais iniciativas de construção de políticas públicas para a cultura, organizando e coordenando seminários sobre Direito Autoral, revisão da Lei Rouanet, criação do PROAC Editais e do PROAC ICMS, volta do ensino de música nas escolas, Vale Cultura, entre outras. Coordenou desde 2005 convênios com a Secretaria Municipal de Educação para o ensino de artes em CEUs (Centros Educacionais Unificados) e em 26 unidades educacionais. Coordenou o Ponto de Cultura “Novo Trem das Onze” em convênio com a Secretaria do Estado da Cultura entre 2009 e 2011 e com a Secretaria Municipal de Cultura entre 2015 e 2016. Coordenou o Pontão de Interações Estéticas no Estado de São Paulo em convênio com o Ministério da Cultura e foi curadora das mostras Artísticas das teias estaduais. É atualmente Presidente do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (CBEC) e do Polo Cultural Educação e Arte.
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Amilson GodoyDIRETOR

Pianista premiado, compositor, maestro, arranjador e professor, Amilson Godoy coordenou a Escola de Música da Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde, entre os anos 1970 e 1980, introduziu a música popular no ensino acadêmico criando um modelo de aprendizado que é seguido pela maioria das escolas de música atualmente. A convite da Secretaria do Estado introduziu a música popular na programação da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, quando deu início aos primeiros concertos didáticos, originando com este modelo de apresentação os “workshops” em música. Foi diretor musical do programa Vila Sésamo e maestro de diversos programas de televisão e peças teatrais. Como presidente da Comissão de Música do Estado de São Paulo, trabalhou na implantação da Universidade Livre de Música Tom Jobim e foi Maestro da Orquestra Jazz Sinfônica. Conquistou feito inédito para o Brasil, com o prêmio de melhor arranjador no 26º Festival Internacional da Canção de Viña Del Mar. Com objetivo de dar continuidade ao trabalho de educação musical na formação de plateia e músicos promove desde a criação de sua orquestra, concertos originais trazendo a riqueza da música sinfônica aos espetáculos de música popular, com a mostra de concertos diferenciados, como Rock Sinfônico, Forró Sinfônico, MPB Sinfônico. Atualmente, além do trabalho musical é conselheiro do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (CBEC) e do Conselho Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).
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Anselmo ZollaDIRETOR

Construiu uma sólida carreira internacional, tendo passado pelas companhias dos teatros de Kaiserslautern e Wiesbaden e coreografado para a Azet Dance Company e para os teatros Manheimem e Heidelberg, sendo reconhecido na Alemanha em 1996 com um Prêmio Shakespeare por seu espetáculo “Romeu e Julieta”. No Brasil, atuou como diretor artístico na Quasar Companhia de Dança, No Balé da Cidade de São Paulo e na Cia de Dança Débora Colker. Diretor artístico da Cia Sociedade Masculina e do Studio 3 Cia de Dança, do qual faz parte desde 2003, recebeu o prêmio Bibi Ferreira de melhor coreógrafo pelo espetáculo “New York, New York”. Atualmente, além de atuar em frente às companhias, é integrante da diretoria do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (CBEC).
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Bel ToledoDIRETORA

Dirigiu o Circo Escola Picadeiro de 1995 a 2008, período em que deu início à militância cultural, tendo conseguido quando o tombamento cultural da área do Parque do Povo onde a escola, referência internacional na área, estava estabelecida. Fundou a Cooperativa Brasileira de Circo, que presidiu de 2005 a 2016, tendo se tornado curadora do Festival Paulista de circo em 2007. Atuou como comissária do Conselho Nacional Incentivo à Cultura (CNIC) durante o biênio 2017/2018, participando da comissão do Plano de Cultura do Estado de São Paulo em 2015 e da comissão do Prêmio Governador entre 2011 e 1013 e também em 2016. Responsável pelas mais destacadas edições do Festival Palhaçaria, foi contemplada como artista e diretora em quase todos os projetos culturais que encabeçou, sendo representante do Brasil em festivais internacionais de circo. Além de coordenar a Aliança Pró-Circo, dirigiu a Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo e o Circo Piolin Festival Internacional do Sesc entre 2013 e 2015. Atualmente, participa da diretoria do CBEC e do Fórum de Educação e Cultura.
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Carlos Meceni DIRETOR

Fundador, nos anos 1970, da Cooperativa Paulista de Teatro(CPT), que possibilitou com que os grupos de teatro da cidade de São Paulo formassem uma empresa que os tornassem profissionais e que tivessem força junto aos governos, que até então não consideravam profissionais. Fundou também a Associação do Teatro para Infância e Juventude (APTIJ). A partir dos anos 1980 acumulou a presidência da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP). Fundador do Canal Comunitário de Televisão, hoje, TV Aberta, atuou na criação e divulgação de mais de cinquenta canais no estado de São Pulo, todas em funcionamento até hoje. É atualmente integrante da diretoria do CBEC e do Fórum de Educação e Cultura.
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Valéria MartinsDIRETOR

Formada em Gestão de Eventos e Gestão Cultural, é Bacharel em Direito e Publicitária por tempo de atuação em Atendimento e Planejamento de Marketing para causas sócio-culturais. Na área de políticas para a cultura, participou dos processos de discussão, revisão e alteração das Leis de Incentivo Estaduais de Minas Gerais (1998 a 2004) e de São Paulo (2006 a 2009). Integrou a Comissão de Produtores e Promotores Culturais – CPPC, que debateu o PROAC-ICMS e apresentou alterações para a Lei 12.268/2006 e decreto que a regulamentou. Prestou consultoria sobre os mecanismos de incentivo fiscal para implantação de legislações municipais de fomento e incentivo à Cultura nas cidades de Pará de Minas, Patos de Minas, Bocaiuva, Montes Claros, Itabira, Pedro Leopoldo. Atuou no desenvolvimento, planejamento e coordenação de projetos sócio-culturais corporativos para a Coca-Cola, Banco Mercantil, ABB, Telemig, Telemig Celular, Banco Rural, Camargo Corrêa Cimentos, Usiminas, Ambev, Fiat Automóveis, Prefeituras de Minas e São Paulo, Secretarias de Cultura, Sindicatos Rurais, bem como na elaboração de projetos, planejamento e captação de recursos para diversos artistas em Minas e São Paulo, entre 1999 e 2012. Atualmente é diretora do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (CBEC), presidente da Rede Brasil de Promotores Culturais e diretora da Casa do Saber Africano (CASAF), onde desenvolve ações voltadas à Mulher Negra.